A in Tradicional Família Brasileira

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A in Tradicional Família Brasileira

     Que tedioso, porém apetitoso aqueles comerciais da margarina no café da manhã…. todos os familiares felizes, dispostos e nutridos não apenas da tradicional margarina, mas de seus conceitos, valores e morais. Lindo isso. Pena, só funciona na propaganda da TV. Vou aqui falar com propriedade já que não me “encaixo” como representante desta família tradicional brasileira. Sim, acredito em família, amo o mundo, a cidade, as pessoas unidas e se relacionando enquanto famílias independentemente de seu tipo genético, credo, cor, gênero, mas sim, “laços”.  Eu, cresci ja fora dos padrões, mas fui uma garota muito bem educada e adquiri meus valores e conceitos morais ( nada moralistas) , embora um tanto transversais (porém éticos), eu os tenho. Ocorreu-me dia desses um fato curioso, cheguei a atingir um dos maiores marcos de minha vida, tentei partilhar, reunir de certa forma “dividir” com aqueles que vieram de minhas entranhas, estranhas…. Eis que surge outro marco, e para este ser a quem preservei minha distancia como sendo o melhor para todos, não que nunca tivesse tentado a presença, mas esta foi desastrosa, desmoronante psicologicamente rejeitável, sim, algumas vezes a distancia é a melhor convivência. Continuo….. então neste grande marco, sim, fui lembrada com ênfase, desejo (ainda que protocolado) de que estivesse presente. Sim, estaria eu, Linda e Loura, porém, há que ressaltar que antes desse marco, houve todo um trilhar de dor, lágrimas, travessias escuras, e jamais os tradicionais sequer me deram um “oi e aí, ta viva?” … Enfim, amor é amor, amo, nas entranhas ainda estranhas, mas….. ao me organizar para estar presente comunico que não estaria só, impossível não partilhar esse possível riso com quem de fato me apoiou, me segurou, me carregou em seus braços quando nem forças eu tinha para caminhar, sustentou em todos os sentidos , e ainda que longe da perfeição, ele é parte do meu ser, me tornou um SER…. mas, a tradicional família, não….. não pode aceitar a figura perfeita da mãe ao lado do desconhecido que a fez viver até então…. sim, desconhecido, pois jamais houve qualquer manifestação de saber ” de quem se trata este que a trata?” …. Então, me perdoem….. em fotos perfeitas, propagandas de margarina, tudo é muito lindo….. aos olhos de quem apenas vê e nada enxerga. Acho que amar implica  em aceitar o outro como ele é, com quem ele é, isso sim….. permite um bom café da manhã…. ainda que não tenha margarina e nem passe no jornal …..  Eu ? … não fiquei triste…… mas penso  que a cada dia aceito os meus nãos e os digo sem a menor culpa…. pois quem está preso aos rótulos e categorias….. este sim, tem um árduo trabalho para sair….. e que atire a primeira pedra aquele que ……

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