Arquivo mensal: janeiro 2016

…Das verdades

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…Das verdades

Defendendo a sinceridade absoluta, percebi que a hipocrisia é necessária, mesmo que apenas para superar algo ainda pior: nossa intolerância.
“ A mentira é o que enlouquece”
Isso não foi eu quem disse…. foi Pichon Rivière …. esses suíços são mesmo fodásticos….
Eu era defensora irremediável da sinceridade a qualquer preço, em toda e qualquer situação, independente do resultado, independente dos envolvidos, e todo resto era sistematicamente taxado como hipocrisia. E nem estou me referindo a questões sérias, que exigem a verdade como pressuposto básico, estou falando de situações em que era possível calar sem nenhum prejuízo (muito pelo contrário, o prejuízo era justamente incorrer no erro de abrir a boca). E o desastre maior … ouvir e acreditar que a hipocrisia do outro era mera inteligência….

 

hipocrisia 1

Obviamente nunca fui uma pessoa sociável, nem de grande coleguismo. Sempre achei perda de tempo e de dinheiro essas relações hipócritas da vida adulta, de falsos sorrisos e disfarces, com relações vazias que desapareceriam automaticamente no primeiro contratempo. Mal sabia eu que outras pessoas também desaparecem….

 

HIPOCRISIA ENCANTADORA

A grande questão é que a verdade me escapa, invariavelmente. Quando não falo nada, são minhas expressões que me entregam, ou o olhar, as caretas. Não bastando, tenho uma forte tendência a expressar mais claramente quando não gosto de algo, quando estou com raiva, ou impaciente. Então acabo parecendo muito mais crítica do que gostaria.
Porém, em um momento, cansei tanto do humor ácido que antes chamava de inteligente, quanto das verdades cuspidas na cara, da arrogância e das situações embaraçosas, que decidi que um bom e velho “deixa pra lá” cairia bem. Cheguei ao ponto em que fui convencida de que uma cordialidade vazia era o suficiente para as relações igualmente vazias, e que isso não seria hipocrisia nem falsidade, seria apenas um facilitador social.

Já nas relações mais próximas, algumas doses de respeito e bom senso, talvez tolerância e paciência, qualquer coisa que não tornasse os encontros como os de família (um ótimo exemplo para explorar essas situações e exercitar bons modos), tendencialmente desastrosos. Só que essa reflexão está ocorrendo comigo, e não com toda a família ou a sociedade e, claro, se estou nessa onda de “tá tudo bem”, as pessoas ao redor estão se lixando para isso.

E observando as relações percebi que é a intolerância que vem mascarada de sinceridade e que poucas pessoas que conheço se dão ao luxo de calar suas opiniões e paradigmas em prol de uma convivência razoável.
Tenho colhido frutos inversos, se antes eu causava mal estar, agora sou eu quem sente-se mal, tentando reverter situações e pisando em ovos nas complicadas interações humanas. E ainda tenho a expressão facial incorrigível e o novo péssimo hábito de compartilhar com os envolvidos como me sinto no meio da relação caótica. O resultado, tão explícito quanto eu, são das mesmas pessoas insatisfeitas, inclusive comigo, enquanto tento amenizar intolerâncias alheias. Só que agora me importo. Ver a complexidade de cada pessoa me trouxe um encantamento para a vida. Sinceramente interessantes esses seres humanos.
Essa noite foi mesmo catártica e se anjos existem…. alguém cuidou de mim….

do corpo que sai

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Quando a virtualidade se torna uma zona de conforto esconfortável

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Quando a virtualidade se torna uma zona de conforto esconfortável

Bem, não costumo comentar muito de “filmes” , pois como dizem “alguns” eu sempre levo para a minha ótica ….. e não me distraio…. apenas abstraio…. mas resolvi sair desse meu olhar ensimesmado …. e vou dividir aqui com vocês muito além do “filme”.

amarras

“Isolar-se atrás de uma tela só garante mais isolamento, solidão e tristeza. É preciso estar disposto a viver emoções reais, com pessoas reais, que riem, mas também, choram, para que se possa crescer e aprender a lidar com os próprios sentimentos. Sempre haverá o risco de alguém sair magoado, ou se decepcionar, pois as pessoas não vêm com garantia de uso.”

Lidar com as emoções parece ser um problema para o homem. Dessa forma, buscamos nos esconder atrás de máscaras e personagens, a fim de que as nossas emoções reais não sejam conhecidas pelo outro, assim como, preferimos lidar com pessoas que se comportam da mesma maneira, uma vez que construir uma relação verdadeira com o outro, traz riscos que nem sempre estamos dispostos a correr.
As redes sociais virtuais potencializaram essas pseudo-relações que possuímos. Na rede, as pessoas sempre estão alegres e felizes, entusiasmadas com a vida e cheias de disposição. Por trás das telas, todavia, escondem seus medos, suas dores, suas angústias e sua solidão, com o desejo de manterem-se interessantes perante os olhares virtuais.

gosto virtua

Criam-se, assim, verdadeiras ilhas afetivas e pessoas incapazes de lidar com as frustrações que os relacionamentos podem trazer. Esse problema é apresentado no filme “Her”, em que o protagonista Theodore, sentindo-se solitário após o seu divórcio, desenvolve um relacionamento com um sistema operacional. Este, apesar de certa autonomia, apresenta-se sempre de forma bem humorada e como o próprio Theodore diz – “Entusiasmada com a vida”.

A realidade disposta no filme demonstra com clareza o modo de vida contemporâneo. Criamos relações fictícias  ( sem generalizações ) com um sem número de pessoas, as quais sempre se mostram felizes e “entusiasmadas com a vida”, do mesmo modo que, evidentemente, nós mostramos e isso faz com que a relação seja atraente. Ou seja, busco relações que não me tragam problemas ou dor de cabeça e como estas não existem em uma relação real, busco-as por meio da rede.

O grande problema é que relacionar-se com outra pessoa vai muito além de sorrisos e experiências boas, de modo que as relações construídas sob o pilar da facilidade tendem, indubitavelmente, a sucumbir e deixar o indivíduo ainda mais solitário, como também, aumentar a sua incapacidade de lidar com emoções reais.

images

Ter uma relação em que o outro sempre me diz o que quero ouvir, sempre está contente e parece não ter problemas, demonstra, tão somente, o egoísmo de um indivíduo que se preocupa apenas em receber algo da relação. Entretanto, devo estar disposto a doar-me ao outro nas suas alegrias para que se possa rir junto, como nas suas tristezas para que possa consolar, dar um abraço, uma palavra amiga e um beijo sincero. Devo, também, entender que o outro tem sua subjetividade e, portanto, terá um olhar próprio sobre a vida, o qual nem sempre corresponderá ao nosso.

sobre virtualidades

Desse modo, qualquer relação requer paciência e esforço mútuo. Isolar-se atrás de uma tela só garante mais isolamento, solidão e tristeza. É preciso estar disposto a viver emoções reais, com pessoas reais, que riem, mas também, choram, para que se possa crescer e aprender a lidar com os próprios sentimentos. Sempre haverá o risco de alguém sair magoado, ou se decepcionar, pois as pessoas não vêm com garantia de uso.
No entanto, não há outro caminho. Somente com o tempo vamos amadurecendo e aprendendo com os erros. Vamos descobrindo mais sobre nós mesmos e sobre a vida. E para isso é preciso viver, arriscar e aceitar os tombos que a vida dá. As relações virtuais, como a de Theodore no filme, podem ser até “bonitas”, mas nada substitui um sentimento sincero, pois como diz Clarice:

tempo... virtual

“O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina.”

E o tempo não para……

Do efeito Pig “mau”leão …

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Do efeito Pig “mau”leão …

“O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela[5] .
Clemente de Alexandria relata outro mito parecido, de uma estátua de Afrodite em Cnido pela qual um homem se apaixona, e com quem ele tem relações sexuais[6] .
A versão mais antiga da lenda está em Ovídio, em sua obra Metamorfoses.[1] [carece de fontes] A lenda de Pigmalião tem atraído vários artistas. O nome da estátua, depois que ela vira mulher, Galathea, não é encontrado nos textos antigos, mas aparece em representações artísticas modernas do mito. Uma versão moderna da lenda é a peça de George Bernard Shaw, Pigmalião, ou My Fair Lady, em que, em vez de uma estátua transformada em mulher, temos uma mulher do povo transformada em mulher da alta sociedade. A peça é também um musical e um filme.” (Wikipédia)

pig male

Então vamos la…
Tempos atrás eu tentava sair de uma crise de identidade que me fazia sentir habitar sempre a pele de outro alguém. Entre pensamentos e leituras cheguei até o mito de Pigmaleão, que demonstra o poder da expectativa sobre o comportamento das pessoas. O Efeito Pigmaleão, também chamado de profecia auto-realizável, mostra o quanto o olhar, a expectativa e a ideia do outro, podem nos modificar. Profecias (e estereótipos) são impostos e repetidos até que o próprio sujeito se modifique, tornando-se aquilo que o outro acredita que ele é. Ao entender esse conceito passei a enxergar as profecias que me rodeavam e o quanto disseminar estereótipos pode nos levar a estar sempre preso a determinadas etiquetas. Se permitimos, somos engavetados.
Já me confundiram o sorriso pela bobeira, a falta de rispidez pela ingenuidade completa, o gosto lúdico pela infância retardatária. A crença nesses estereótipos se tornava tão grande que eu mesma, por algum tempo, passei a acreditar em cada alcunha que me era dada. Sentia o desconforto constante de saber, diariamente, que eu não fazia parte da casca que me era colocada. Quando as profecias impostas foram percebidas por mim, passei a desacreditá-las uma a uma e assim, elas já não eram mais passíveis de ser realizadas. Voltei a ver-me com olhos positivos, o que me abriu novamente o meu leque de escolhas e me possibilitou sair da situação de personalidade passiva, imposta pelos olhos de fora.

Ao perceber a insistência de expectativas externas que não condizem em nada com a pele que realmente habitamos, quebra-se o ciclo das profecias. Não nos tornamos mais aquilo que os olhos de fora tentam nos fazer acreditar que somos. Certo dia, uma pessoa incrível (coisa que penso estar longe ser) me disse em momento crucial: “Até quando você vai ser aquilo que acha que é sem tentar ser alguma coisa diferente?”.
Até mais dia nenhum.

Coisa mais gostosa do mundo entender e conviver com quem se é, e esquecer quem se foi em resposta ao que outros queriam que você fosse

Das mudanças…..

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Das mudanças…..

Não pretendo discorrer aqui, sobre aquela “mudança” de essência… aquela que nos permitiu construir ao longo de nossa existência a nossa é tica pessoal….. táo pouco do mundo moral ou amaoral (não confunda com imoral) de cada um … mas de nossa evolução… a té nossas células mudam… a partir do momento que nascemos…. começamos a morrer … então bora lá… refletir um pouquinho? Talvez eu te alcance…. talvez eu apenas lamente…. mas o convite está feito.

Bem, vamos la…O delicado e o cômico das mudanças é que por mais que mudemos todos os dias (pelo menos um pouco) quando queremos efetuar esta mudança em outrem voluntariamente, esbarramos numa limitação; pois, esta modificação é desejada sempre a feitio do requerente, fazendo com que o candidato assuma a postura idealizada por este requerente. Mas não funciona assim, mesmo com anuência do possível modificado, o resultado suscita uma corruptela imprevisível, ou seja, a mudança nunca será da forma de quem deseja, simplesmente porque ninguém é do jeito que a gente deseja.

É muito difícil a percepção da própria mudança, é mais fácil nós notarmos nos outros, porém não é impossível. As alterações em nossas ações e, mormente, em nossas reações são mais suavemente identificadas quando comparamos com situações semelhantes ocorridas anteriormente, evidente que este insight carece de sensibilidade, sensibilidade esta comprometida pelas asperezas do nosso cotidiano frenético. Estamos tão afundados em nossos afazeres, que se torna quase impraticável a possibilidade de irmos até a borda pra respirar; e é neste cenário que perdemos a percepção da mudança.

Há muitas pessoas que batem no peito e afirmam que jamais mudarão, pois são originais, sinceras e que têm personalidade. Em jactância proclamam-se pertencentes a uma seleta lista dos que não se influenciam. Concordo que devemos manter a nossa essência, ser fiel ao nosso espírito e não embarcar numa nau de volubilidade; mas é desperdício não mudar, pra não dizer estupidez. Devemos mudar quando precisamos, devemos mudar porque faz parte do aprendizado; é quase impossível que vivamos uma existência inteira e não agreguemos nada a ela. O que vemos, sentimos, fazemos, omitimos, tocamos… tudo vai nos moldando, mudando.

Às vezes, essas pessoas que nunca mudam procuram entender o motivo que as levam a não serem bem aceitas, mas essa investigação para no limite do seu engessamento como ser; decretando que o erro está sempre na outra pessoa; como diria Sartre, “o inferno são os outros”. Há uma matemática simples, se a maioria acha que há algo de errado – não que a maioria seja o reflexo da verdade¬¬ – então, vale a pena uma autoavaliação, uma reflexão sobre pensamento e atitude.

Quem muda a si, reflete no Outro… e se outro se engessa…. bem…. não há fluxo…. não há fluxo… não há vida que de jeito. Dias desses ouvi um realato em que me muito sabiamente alguém me disse : ” é que no relacionamento, as vezes chegamos um ponto que ou você assume a pessoa, ou termina de vez”… aplausos!!!! Ele enfim…. estava se tornando quem ele era…. com todos os seus valores e essências mantidas, ele havia “mudado” …. e é isso…. a vida… o trabalho…. tudo demanda mudança…. relacionamentos então…. penso que esses devem ser continuamente aberto a elas… ou o resultado é o aniquilamento, a tristeza, a repetição….. Então que tal mudar um pouquinho ? Isso não é fácil….. requer coragem….. persistência e espontaneidade…. pois tem que ser “prazeroso” …. sim, há muito de prazer em sair da zona de conforto.

A emblemática data de início do ano pode ser uma época propícia para esse tipo de avaliação, pode ser um ponto de partida para mudanças na vida que inevitavelmente partem de dentro pra fora, não precisamos ser uma “metamorfose ambulante”, mas é muito chato ter uma “velha opinião formada sobre quase tudo”.

sinestesia

Sobre uma mente sem lembranças…. e sem brilho….

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Sobre  uma mente sem lembranças…. e sem brilho….

“Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar.” Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Joel Barish.

Um dia você acorda e se depara com uma carta, onde está escrito que alguém muito importante na sua vida decidiu esquecer você. Como você reagiria? Como aceitar que o outro, tão essencial a nossa vida, quer nos deixar? Como aceitar que o amor acabou e o ser amado quer ir embora, viver outro romance, seguir em frente? Pois bem, essa é a realidade apresentada no filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.

A temática do filme vem de encontro à forma como lidamos com os sentimentos, ou não lidamos. As relações humanas são cheias de complexidades, idas e vindas, perdas, reencontros, e muitas vezes preferimos evitar nos relacionarmos, a fim de não sofrer com todos esses problemas que inevitavelmente surgem em qualquer relação.

No entanto, ao evitarmos as dores que os relacionamentos podem trazer, automaticamente, também deixamos de viver maravilhas que só sentimos por meio do amor. E aqui o filme é brilhante, pois ao submeter-se ao procedimento que descarta todas as memórias que o ligam a sua amada, o protagonista do filme – Joel – percebe que ao descartar as memórias ruins, por consequência, descartará as boas. Logo, os melhores momentos que tivera também serão apagados da sua memória.

Desse modo, surge a problemática. Vale a pena manter as memórias de um amor, ainda que nelas existam dores e tristezas? É sabido que o excesso de memórias pode paralisar a vida de um indivíduo, assim como, o riso está diretamente ligado ao esquecimento. Para perdoar, sobretudo, nós mesmos, e seguir em frente, é necessário esquecer algumas coisas, pois o excesso de bagagem pode tornar a viagem por demais exaustiva.

Todavia, nem todas as memórias podem ser esquecidas, pois um homem sem memórias é um homem sem vida, sem personalidade, sem identidade. Além do que, como exposto no filme, algumas pessoas podem nos trazer memórias ruins, bem como, memórias maravilhosas, as quais podem ser um refúgio em dias tristes.

Não somos perfeitos, então, não existem relacionamentos perfeitos. Sempre haverá rusgas, brigas e decepções, mas o crescimento e o amadurecimento emocional dependem da forma como lidamos com esses amargores que sentimos ao longo da vida. Aliás, as experiências dolorosas servem como parâmetro para situações futuras. Ou seja, a forma como devemos nos portar, perceber quando algo for uma furada, ter mais paciência em determinados casos, saber medir as palavras e às vezes não medi-las.

Ao contrário da cultura contemporânea, a qual prega a “felicidade” o tempo inteiro, e cobra resultados imediatistas, inclusive nos relacionamentos, esquecem que todo relacionamento é um processo, e como todo processo, existem dificuldades. Amar alguém pressupõe esforço e o risco de se dar mal. Não se envolver por medo de se machucar, apenas impede que existam memórias que marcam tão lindamente a vida, como se fossem notas de uma melodia de Mozart.

Apagar alguém completamente da memória, pode fazer esquecer esse alguém, mas não impede que você se envolva em outro relacionamento e se machuque novamente. Cair faz parte da vida, o importante é qual aprendizado tiramos dessas situações dolorosas.
Quanto mais vivemos, mais descobrimos sobre a vida, sobre o ser humano, sobre a alegria e sobre a tristeza. Crescer é saber que indubitavelmente vamos deixando de ser inocentes e vamos enxergando a vida como ela é. Contudo, isso não impede que deixemos de sonhar e acreditar no amor.

Os esquecidos podem tirar melhor proveito dos seus equívocos, como diz Nietzsche, e é lembrado no filme, mas nada substitui a felicidade de memórias compartilhadas, guardadas em um lugar inacessível ao esquecimento e ao passar do tempo. Pois, lembrando Galeano – a memória não perde o que merece ser salvo.
Nos pensamentos de Joel, a sua amada – Clementine – conseguiu de alguma forma fazê-lo reencontrá-la. Não porque ela era perfeita, mas porque ele a amava de todo o seu coração e acreditava que apesar de todos os problemas que passariam, de todas as suas tristezas e fobias, estava disposto a trabalhar para que o amor deles desse certo, pois todas as dores compensam a dádiva de estar com a pessoa certa, exatamente onde se poderia estar e fazer do tempo apenas um contemplador de um amor inesquecível.

equivocos

Será? Pense você…. me diga você ….

Então… de tudo fico aqui ainda relefletindo… aos que me dizem “o amor não é tudo”…. entenda-se “o amor nada é”…. onde acreditar…. onde prosseguir…. se o que deveria “completar” o que “não é tudo” …. também não se desenvolve…. pois sem antes…. do amor ser tudo (e nesse quesito também concordo) para que haja alguma convivência… é preciso mais…… pois o amor não é um divã par pessoas mal resolvidas, mas vamos combinar….. que o resto sem ele não vem…. não evolui….
E por mais que doa…. o amor impulsiona …. ele sempre quer correr livre… como índios …. num tempo remoto …. “ sim todo amor é sagrado, e o fruto do trabalho é mais que sagrado meu amor” …

“…E a vida continua surpreendentemente bela mesmo quando nada nos sorri …”

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“…E a vida continua surpreendentemente bela mesmo quando nada nos sorri …”

Daí a exatamente 5 dias …. saí de casa ainda bem cedo….. enlutada …. havia chorado um pouco … guardado meus fantasmas num armário …. e com um corte fundo aberto q por vezes sangra … eu tinha uma reunião importante… estava em cima da hora mas resolvi fazer outro caminho a pé … seguia parte do trajeto ainda remoendo minhas dores… e outra parte com algumas pessoas … que as vezes nos param por informações … e tal…. e do mais…. na parte mais difícil …. uma moradora de rua … ou não, sei la … dessas que passam pelas feiras livres a procura de algum alimento.. me pediu um dinheiro… bem… nunca dou e não dei…. mas o pior … o melhor… ela continuava tentando falar comigo… e eu seguia apressada … até que ao fechar o sinal estávamos ali as duas, num pé igualdade mediante os devires de nossas vidas e vontades…. e então ela me disse moça mas você tem horas? Eu que de fato não uso relógio, evitei pegar o celular até porque não queria mesmo nada …. mas algo de mim pulsa muito espontaneamente engraçado…. e me vem numa força … sei la de onde… Nietzsche é quem sabe … eu lhe disse com alegria vital, “moça, eu tô numa situação, que não tenho horas, não tenho dinheiro, não tenho ninguém …. não tenho nada “ (por favor , não me remetam a tal música do “lepo lepo”) … Mas tenho que ir atrás de mim… Ela então me sorriu desdentadamente e disse : mas o importante mesmo é isso aí… você ta dando esse sorriso, você tem saúde, vai ser feliz…. foi então que eu gargalhei mais ainda… e ia … continuando a calçada….. comigo… e eu com esses meus impulsos em falas soltas… lhe disse: Você já pensou em desistir ? E continuei… pois as vezes eu tenho vontade desistir de tudo…. Ela continuou e disse : Não diga isso, você tem tudo moça, e não reclame não que Deus não agrada disso… bem… não sei se Deus ou alguém…. não sei se lhe fiz algum bem… mas a vi tão satisfeita, pois de sua invisibilidade concreta e cotidiana alguém por minutos, ainda que não lhe dando nada…. lhe deu alguma atenção…ela existiu, eu existi …. sei que ela seguiu sorrindo e eu chegando em meu destino …. logo mais parei e observei … ela continuava a pedir dinheiro… e enfim…. o que lhe falta, não me falta …. eu que lhe dei … também recebi….. neste dia não me importei em ter esquecido o filtro solar …

Tinker Bell … Síndrome bonitinha …

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Tinker Bell …  Síndrome bonitinha …

Tinker Bell … Síndrome bonitinha …

Bem, e Peter na a gente já sabe que é aquele tipo que mora na Terra do Nunca, um lugar onde não tem de crescer e onde os dias nunca são iguais. Entre os seus amigos destaca-se a Fada Sininho, uma fiel companheira que o protege e lhe alimenta um conjunto de fantasias procurando o agradar incessantemente… (SQN)

Se olharmos à nossa volta ou mesmo para dentro de nós talvez reconheçamos características da fada Sininho. Mulheres com elevados desempenhos, tendencialmente bem sucedidas na vida profissional, que transmitem uma postura de independência que não raras vezes atrai mas também assusta alguns homens, divididas entre acreditar e investir numa relação estável e duradoura e a opção de ficarem sozinhas pontualmente acompanhadas. A Psicoterapeuta francesa Sylvie Tenenbaum considera o autor do conto de Peter um visionário, no sentido em que desenhou um conjunto de personagens – Peter Pan, Wendy e Fada Sininho – que hoje podem assumir-se como arquétipos modernos.

Existem alguns homens que sentem alguma relutância em crescer e assumir os desafios que chegam com as responsabilidades, tal como o Peter Pan. Mas também existem mulheres que se sentem impelidas a assumir um papel de proteção, tal como a fada Sininho, ainda que nem sempre se permitindo a amar verdadeiramente ou respeitando as suas necessidades e limites. E assim se conjugam forças ambivalentes, em que por um lado existe a procura de conexão íntima e a necessidade de cuidar do outro e por outro lado um medo de perder o controlo e ficar dependente. Não sendo possível mantermo-nos sempre emocionalmente controlados, o que tende a suceder é uma sensação de vazio prolongado no tempo em que de relação em relação, ainda que cuidando do outro e fazendo-o encantar, nada ressoa verdadeiramente porque não será possível sentir-se o outro sem nos colocarmos vulneráveis, isto é, sem nos permitirmos dar a conhecer com todos os riscos que isso implica.
O que também acaba por acontecer um dia, sem aviso prévio e ainda que seguindo todos os passos do guião do controlo, é que o corpo cede e a mulher perde-se de amores, de uma forma tão avassaladora e intensa que pode ficar transitar para o outro extremo, o da incapacidade de se gerir emocionalmente.
Essa luta interna dispara algumas defesas e não poucas vezes utilizamo-nos de máscaras para esconder o luto e o ódio que Sininho sentia concomitantemente ao “amor” dirigido a Peter … uma vez que pulsão de vida e de morte caminham juntas …. como lidar com tais pulsões sem aniquilar “pobre” Tinker Bell”?

Em primeiro lugar, importará recuperar a menina pequenina dentro de todas estas mulheres para restaurar as suas fundações emocionais. Por debaixo dos medos, defesas, zangas e máscaras tenderá a encontrar-se tristeza e algumas fragilidades base, como “eu não sou suficientemente boa” ou “não consigo me proteger”, que necessitam ser reparadas, reajustadas ao momento presente tantas vezes diferente do passado, permitindo então reaprender formas diferentes de se relacionar e de se colocar na relação com o outro, partindo sempre de uma base de auto-aceitação e segurança interna que é criada de dentro para fora.

Em segundo lugar, vivenciar a aceitação do bem do mal dentro nós de nossas pulsões destrutivas e construtivas …. Eu particularmente creio que ao final … Tinker desejava aniquilar Peter por suas projeções de um amor idealizado e… e fragilmente sucumbiu a ira …. e ao amor …. ou não… sei lá …. Tinker tornou-se quem ela era …. difícil dentro de nós lidar com essa fadinha… e quem disse que as fadas são boas e as bruxas são más ? …. Bem….. nós mulheres sabemos …. ou desconfiamos…. rs

tin

SE PERDER PARA SE ENCONTRAR…

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SE PERDER PARA SE ENCONTRAR…

SE PERDER PARA SE ENCONTRAR…

Daí … tropecei em uma questão um tanto ” Nietzscheniana”   da vida…. “torna-te quem tu és” …. bem, mal sabia eu que secando aqui um corte, esse pensamento viesse tão em bom lugar…. e lendo o texto….. cá pensei, sim…. e isso vai mesmo além de conhecer a ti mesmo…. pois tornar quem tu és é uma não estagnação do ser “eu” … é o exercício da potência…. “do vir a ser”, de nos apropriarmos de nós mesmos, e isso vai além do “conhece a ti mesmo” … isso é travar uma luta com a própria gravidade … é exercer o seu poder de o dono de si, responsável por si… do meu corte , sei qual é o remédio, para tal precisei prestar atenção que de fato estava profundo e sangrando, devo eu mesma apropriar-me em saber qual o meu diagnóstico, o que sinto, em que estado me encontro e cabe a mm a responsabilidade por minha saúde e fundamentalmente por minhas doenças.

Não me cabe então me arrepender, se errei, me cortei, isso também me constitui, faço disso a minha busca por outros caminhos, plenos, “brilhantes”. O meu erro deve ser o meu acerto, como bem diz Nietzsche, conhecer a si mesmo, é saber cuidar de si e tornar a ser quem somos vai além….

“Vencer o ressentimento, deixar de apontar o dedo na cara dos outros procurando culpados. Deixar de apontar o dedo para si mesmo, buscando ferir-se e limpar-se dos pecados. Não, é preciso criar novos valores para tornar-se o que é. É preciso estar sempre alerta, em estado de guerra, tornar-se guerreiro e preparar-se para a batalha constante. O conhecimento de si não pode acontecer sem um cuidado de si, que permite um crescimento contínuo, um vir a ser infinito. Fazer de inimigos aliados, aprender a navegar nas tormentas.”
Então… o corte ainda aberto, necessita um cuidado profundo … e se eu não for forte agora …. jamais serei forte. Jamais me tornarei quem sou.
O que sou eu senão minha vontade potência? Senão toda minha força que pulsa em natureza?
Sei lá…. vou cuidar disso. Dói.

Falando um pouco dela …

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Falando um pouco dela …

Hoje ela saiu cedo de casa … o dia estava amanhecendo… e dentro dela algo também amanhecia, pensou no seu corpo, nas suas lutas, no seu rosto ao espelho, e não de depreciou, esteve só a noite toda e o mundo virtual já não era companhia, não mais, ela queria o ar … o canto dos pássaros mais perto…. descobriu que algo havia mudado…. apesar de toda decepção da noite passada, toda uma descoberta de injustiças e cobranças vãs … ela se livrou da culpa e dessa vez não chorou, algo dentro dela havia mudado, negligência afetiva mata e ausência de verdade também, ela continuou a caminhar, outras ruas e pessoas e finalmente descobriu para que serve a decepção, além do músculo psicológico que ela cria, ela nos faz olhar para o lado e finalmente viu um dia amanhecendo com protagonistas bem interessantes, percebeu que era olhada e olhou também….

Caminhou com a dor e novamente outro olhar, um sorriso discreto, uma olhada para traz … enfim a vida vai além da decepção… algo que ela jamais ousaria fazer antes da noite descoberta….. caminhou e respirou e pensou : “ que bobeira…. ele esta me perdendo …ou não….” mas existem pessoas incríveis … encontros e atravessamentos … sim, ela está sozinha … mas quem sabe por bem pouco tempo ….
E da decepção dela podemos pensar

Se pensarmos em nossas experiências passadas descobriremos duas formas de se lidar com o acúmulo de energia afetiva: uma é o inconformismo ou sentimento de revolta perante o que não obtemos ou ainda sobre algo que perdemos; a outra é a convicção interna de que nosso potencial não foi violado, embora tenhamos passado por experiências traumatizantes; e que tal potencial continua presente para ser dividido com alguém que sentimos ser especial para nosso ser. Inteligência neste mundo é a certeza da permanência de algo a despeito de toda frustração que vivenciamos, sendo que a maturidade é a troca da ingenuidade pela certeza de que podemos recomeçar sempre, abafando nosso rancor pessoal.

O encanto que a inteligência e a visão de mundo podem exercer como atrativo sexual e emocional

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O encanto que a inteligência e a visão de mundo podem exercer como atrativo sexual e emocional

Atração sexual nem sempre depende de fatores físicos, como altura, peso e formato do rosto, por exemplo. Algumas pessoas estão muito mais preocupadas com a inteligência.

Imagine a seguinte situação: você acaba de conhecer uma pessoa que parece extremamente inteligente. Depois de conversar um pouco você percebe que ela de fato tem umas ideias acima da média, com uma incrível visão de mundo e enorme bagagem cultural, e essa constatação estimula a sua libido, fazendo com que se sinta atraído por ela sexualmente. Se isso acontece com frequência, você pode ser um sapiossexual.
Repare que não falei em nenhum momento sobre características físicas, como altura, cor do cabelo ou peso, por exemplo. Não que um sapiossexual não se importe com beleza ou estilo, mas ele está muito mais preocupado com a inteligência das pessoas, sendo que a atração sexual dependerá de fatores como cultura e conhecimento. Também não há muita preocupação com o gênero entre os sapiossexuais, que podem se relacionar livremente com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.
A terminologia foi supostamente criada por Darren Stalder, que afirma ter inventado a expressão em 1998. O termo só pegou mesmo, no entanto, a partir de 2008, principalmente graças à escritora erótica Kayar Silkenvoice, que criou o domínio Sapiosexual.com em 2005. O prefixo da palavra tem origem do latim sapien, que significa inteligência.

Silkenvoice afirma ser uma sapiossexual e que por isso nunca fez sexo ruim. Indica que as pessoas inteligentes também o são na cama, o que explicaria o seu sucesso sexual. Ainda segundo Silkenvoice, sapiossexuais não partem do princípio de que sabem do que o outro gosta, sendo curiosas e buscando sempre o conhecimento. Por isso, procuram aprender o que faz o parceiro feliz, de modo que o sexo se torne o melhor possível.
Atualmente o termo sapiossexual passou a ser utilizado como definição de uma orientação sexual própria, tal como ocorre com os termos “heterossexual,” “homossexual” e “bissexual”. Então, não é porque você sente uma quedinha por uma pessoa inteligente que você se enquadre nesse novo grupo. Agora, se pessoas inteligentes te deixam completamente louca(o) de prazer, é bem provável que você seja sapiossexual.

Bem eu já penso que a sexualidade seja uma coisa um tanto quanto mais ampla ….. complexa e de poros … mas não descarto atrações reais que vc possa ter do outro lado da tela … enfim… o leque é imenso… mas vamos combinar … não há nada mais sedutor que um homem inteligente … sendo inteligente todo o resto é de cada dois …

sapio too