Tinker Bell … Síndrome bonitinha …

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Tinker Bell …  Síndrome bonitinha …

Tinker Bell … Síndrome bonitinha …

Bem, e Peter na a gente já sabe que é aquele tipo que mora na Terra do Nunca, um lugar onde não tem de crescer e onde os dias nunca são iguais. Entre os seus amigos destaca-se a Fada Sininho, uma fiel companheira que o protege e lhe alimenta um conjunto de fantasias procurando o agradar incessantemente… (SQN)

Se olharmos à nossa volta ou mesmo para dentro de nós talvez reconheçamos características da fada Sininho. Mulheres com elevados desempenhos, tendencialmente bem sucedidas na vida profissional, que transmitem uma postura de independência que não raras vezes atrai mas também assusta alguns homens, divididas entre acreditar e investir numa relação estável e duradoura e a opção de ficarem sozinhas pontualmente acompanhadas. A Psicoterapeuta francesa Sylvie Tenenbaum considera o autor do conto de Peter um visionário, no sentido em que desenhou um conjunto de personagens – Peter Pan, Wendy e Fada Sininho – que hoje podem assumir-se como arquétipos modernos.

Existem alguns homens que sentem alguma relutância em crescer e assumir os desafios que chegam com as responsabilidades, tal como o Peter Pan. Mas também existem mulheres que se sentem impelidas a assumir um papel de proteção, tal como a fada Sininho, ainda que nem sempre se permitindo a amar verdadeiramente ou respeitando as suas necessidades e limites. E assim se conjugam forças ambivalentes, em que por um lado existe a procura de conexão íntima e a necessidade de cuidar do outro e por outro lado um medo de perder o controlo e ficar dependente. Não sendo possível mantermo-nos sempre emocionalmente controlados, o que tende a suceder é uma sensação de vazio prolongado no tempo em que de relação em relação, ainda que cuidando do outro e fazendo-o encantar, nada ressoa verdadeiramente porque não será possível sentir-se o outro sem nos colocarmos vulneráveis, isto é, sem nos permitirmos dar a conhecer com todos os riscos que isso implica.
O que também acaba por acontecer um dia, sem aviso prévio e ainda que seguindo todos os passos do guião do controlo, é que o corpo cede e a mulher perde-se de amores, de uma forma tão avassaladora e intensa que pode ficar transitar para o outro extremo, o da incapacidade de se gerir emocionalmente.
Essa luta interna dispara algumas defesas e não poucas vezes utilizamo-nos de máscaras para esconder o luto e o ódio que Sininho sentia concomitantemente ao “amor” dirigido a Peter … uma vez que pulsão de vida e de morte caminham juntas …. como lidar com tais pulsões sem aniquilar “pobre” Tinker Bell”?

Em primeiro lugar, importará recuperar a menina pequenina dentro de todas estas mulheres para restaurar as suas fundações emocionais. Por debaixo dos medos, defesas, zangas e máscaras tenderá a encontrar-se tristeza e algumas fragilidades base, como “eu não sou suficientemente boa” ou “não consigo me proteger”, que necessitam ser reparadas, reajustadas ao momento presente tantas vezes diferente do passado, permitindo então reaprender formas diferentes de se relacionar e de se colocar na relação com o outro, partindo sempre de uma base de auto-aceitação e segurança interna que é criada de dentro para fora.

Em segundo lugar, vivenciar a aceitação do bem do mal dentro nós de nossas pulsões destrutivas e construtivas …. Eu particularmente creio que ao final … Tinker desejava aniquilar Peter por suas projeções de um amor idealizado e… e fragilmente sucumbiu a ira …. e ao amor …. ou não… sei lá …. Tinker tornou-se quem ela era …. difícil dentro de nós lidar com essa fadinha… e quem disse que as fadas são boas e as bruxas são más ? …. Bem….. nós mulheres sabemos …. ou desconfiamos…. rs

tin

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