Do efeito Pig “mau”leão …

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Do efeito Pig “mau”leão …

“O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela[5] .
Clemente de Alexandria relata outro mito parecido, de uma estátua de Afrodite em Cnido pela qual um homem se apaixona, e com quem ele tem relações sexuais[6] .
A versão mais antiga da lenda está em Ovídio, em sua obra Metamorfoses.[1] [carece de fontes] A lenda de Pigmalião tem atraído vários artistas. O nome da estátua, depois que ela vira mulher, Galathea, não é encontrado nos textos antigos, mas aparece em representações artísticas modernas do mito. Uma versão moderna da lenda é a peça de George Bernard Shaw, Pigmalião, ou My Fair Lady, em que, em vez de uma estátua transformada em mulher, temos uma mulher do povo transformada em mulher da alta sociedade. A peça é também um musical e um filme.” (Wikipédia)

pig male

Então vamos la…
Tempos atrás eu tentava sair de uma crise de identidade que me fazia sentir habitar sempre a pele de outro alguém. Entre pensamentos e leituras cheguei até o mito de Pigmaleão, que demonstra o poder da expectativa sobre o comportamento das pessoas. O Efeito Pigmaleão, também chamado de profecia auto-realizável, mostra o quanto o olhar, a expectativa e a ideia do outro, podem nos modificar. Profecias (e estereótipos) são impostos e repetidos até que o próprio sujeito se modifique, tornando-se aquilo que o outro acredita que ele é. Ao entender esse conceito passei a enxergar as profecias que me rodeavam e o quanto disseminar estereótipos pode nos levar a estar sempre preso a determinadas etiquetas. Se permitimos, somos engavetados.
Já me confundiram o sorriso pela bobeira, a falta de rispidez pela ingenuidade completa, o gosto lúdico pela infância retardatária. A crença nesses estereótipos se tornava tão grande que eu mesma, por algum tempo, passei a acreditar em cada alcunha que me era dada. Sentia o desconforto constante de saber, diariamente, que eu não fazia parte da casca que me era colocada. Quando as profecias impostas foram percebidas por mim, passei a desacreditá-las uma a uma e assim, elas já não eram mais passíveis de ser realizadas. Voltei a ver-me com olhos positivos, o que me abriu novamente o meu leque de escolhas e me possibilitou sair da situação de personalidade passiva, imposta pelos olhos de fora.

Ao perceber a insistência de expectativas externas que não condizem em nada com a pele que realmente habitamos, quebra-se o ciclo das profecias. Não nos tornamos mais aquilo que os olhos de fora tentam nos fazer acreditar que somos. Certo dia, uma pessoa incrível (coisa que penso estar longe ser) me disse em momento crucial: “Até quando você vai ser aquilo que acha que é sem tentar ser alguma coisa diferente?”.
Até mais dia nenhum.

Coisa mais gostosa do mundo entender e conviver com quem se é, e esquecer quem se foi em resposta ao que outros queriam que você fosse

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  1. “Eu não quero mais mentir / usar espinhos que só causam dor / eu não enxergo mais o inferno que me atraiu / dos cegos do castelo me despeço e vou / a pé até encontrar / um caminho, o lugar / pro que eu sou” Bom Dia

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