Quase uma canção para quem não sabe amar …

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Quase uma canção para quem não sabe amar …

Na linguagem do poeta é duvidoso saber que alguém pode ser tão demente, porra louca, inconsequente e ainda amar, assim como na canção que rola solta pelas vielas do coração, se pode escutar que não é possível ser esperto, inteligente e ao mesmo tempo amar. Não vou negar, o amor tem dessas coisas.

Enfurece, engrandece e esquece. O amor é remédio para a alma. Faz qualquer um parar, deixar de lado suas mil e uma coisas inadiáveis, e respirar. Como o ato de respirar, amar exige uma troca e um repouso da loucura do que somos para contemplar o outro e nele, nos encontrarmos.

Quase como o desejo mútuo que sentimos por nós, buscamos no outro, por egoísmo ou narcisismo, um espaço que nos caiba. Mas amor não é tão simples como se pensa, nele cabe, o que não cabe na despensa. A linha traçada do amar e do querer é tortuosa e não está desenhada na mão e nem nos traços de ninguém. Muito menos nos lábios de quem se ama. O amor é uma cãibra. (coisas que li por ai)

Há quem diga que o amor pelo outro parte do amor que sentimos por nós. Há quem diga que não, yo nunca amaré a nadie! Há corajoso para tudo nesse mundo, inclusive para não amar. O amor é feito de paixões e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar.

Muitas vezes o medo de se machucar é maior do que o de amar. “O amor é um precipício, a gente se joga nele e torce para o chão nunca chegar”, diz o doce coração de Lisbela e olhe, que na ingenuidade de menina, ela se demonstra mais corajosa do que muita gente quando o assunto é se machucar.

Só é bom se doer, amigos. Amar é mais que entrega, é costurar no outro as paixões que sentimos, como o bordado e a artesã. Precisamos ser um pouco mais do que somos para fechar o olho esquerdo e acertar a linha no buraco da agulha.

Daí me vem um mas doido e me diz que amor só não basta… e não basta mesmo… porra … mas sinto lhe informar que ele desencadeia tudo o que pode bastar … mas pra isso o doido não pode se curar….

.

Arde, já dizia Camões. Mais próximo do amante do que o amor, só a boemia das noites em que o desejo pulsa mais do que qualquer pecado que tenha nome.

A peleja do amor e do desejo esbarra no egoísmo. É possível sim amar o outro sem se amar, mas porra … a gente ama mesmo é outro…. a gente tem é que se tratar … se cuidar …. e de quando em vez da pra dar um beijo no espelho sem se narcisar … todos os dias, em todos os pai nossos antes de dormir as pessoas amam e dizem que vão morrer de amor, como vi um flanelinha na semana passada gritando em meio aos carros: “Vou morrer de amor…!”.

O charme da vida está aí. Não se morre de amor. Morrem os amores e os amantes. Morre-se de dor de cotovelo, de dor dente e de dor de barriga. Mas de amor, só Romeu por Julieta.

Um diz que ama e e o outro diz que ama, então nasceu o mundo e depois disso não se ousa mais compreender quem é quem e o que é o que é.

Ninguém na verdade nunca conseguiu, nem o mais tenebroso Buk, que de tanta raiva escreveu que o amor é um cão dos diabos. O outro bateu a porta e foi embora, e a loucura continua lá, minha, sua, de nosotros.

Aí vem o menino dos cachinhos dourados dizer que somos eternamente responsável por aquilo que cativamos. Senta no bar e bebe a primeira dose príncipe. Quando somos nós quem batemos a porta, não queremos caber no ditado de Exúpery.

Tarefa mais difícil do que dizer eu te amo é dizer eu me amo. Todos os dias morrem de amor nos trópicos (ai de mim Copacabana!), diria o conselheiro Xico Sá.

As possibilidades de felicidade por mais egoístas que são, são verdadeiras, porque por mais vagabundo que seja o coração, Gal Costa, não podemos abraçar o mundo com as pernas (eu bem que tento).
Continuando nos versos do poeta, é preciso ver o amor como um abraço curto, para não sufocar. Sem ironias … a resposta pode ser doída …ou não. Insisto?

existo

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