Arquivo da categoria: Do amor e suas vicissitudes

José ama Maria, que ama José… mas nao bastou …..

Padrão
José ama Maria, que ama José… mas nao bastou …..

José ama Maria, que ama José. Cada um com seu pranto, seguindo sem rumo a fumaça de uma felicidade perdida em algum canto, esquecida na poeira de um porta-retratos.
Aonde haviam ido parar todas as evidências de um amor insuperável, capaz de sobreviver às intempéries da união sem ao menos soltarem as mãos?

Por que isso agora, soltos em galáxias distintas, encarando a vida de cara lavada, sem graça e sem cor e sem um sopro de promessa de que dias melhores virão?
Quando o amor acaba tudo é mais fácil: o recomeço pede um esforço miúdo.

A resiliência do fim acalenta o cansaço de quem esgotou todas as possibilidades. Restou a convicção de que não há mais amor e nesse momento nada pode ser feito. É vida que segue, é coração batendo no peito, sangue correndo nas veias e a vontade de ser feliz por merecimento, com o que restou de si mesma.

Duro é quando duas pessoas se despedem do ‘felizes para sempre’, mas com a esperança de que seja apenas um ‘até em breve’. Escondem-se os sorrisos, vão-se embora os longos e úmidos beijos e os abraços apertados. Acabou a alegria, a vontade de lutar para que dê certo. Tudo. Menos o amor.

Resta apenas uma saudade doída do que foi e do que não mais será, a constatação de já fomos felizes ao ápice, que amamos com uma intensidade e inocência que não se repetirá.

Mas por que desistir do amor? Por que abrimos mão dele e deixamos que os pormenores sejam maiores?

Por obra do destino e das sarcásticas pegadinhas da vida, por motivo de orgulho ferido, por intromissão de terceiros e quartos e quintos, com suas soluções mirabolantes sobre um relacionamento onde não cabem e tampouco pertencem.

Colocamos a culpa na distância, no ciúme sufocante, na jornada de trabalho abusiva, no olho gordo da vizinha solteirona. Queremos um porquê capaz de nos convencer de que não amamos mais, de que o melhor a fazer é esquecer e, consequentemente, substituir.

Acontece que o amor não acaba assim… Não mesmo. Quando ele cria raiz dentro da gente, não morre com qualquer ventania. Passa o tempo, mudam as estações e tantas pessoas circulando nas veredas do nosso coração. Ainda não entendemos a razão de estarmos separados e o propósito de não estarmos juntos. Agora, tudo parece tão banal diante do amor que continua intacto.

Anúncios

Depois do amor

Padrão
Depois do amor

Por Fabrício Carpinejar.

A mulher somente despreza quem ela amou demais. Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa. Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas. O desprezo surge após longo desespero. É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.

É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto. Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente. O desprezo demora toda a vida, é outra vida. É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.

Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa. Incorpora-se ao nosso caráter.

Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo. Não existe como convencer seu portador a largá-lo. Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.

Desprezo é uma casa que não será novamente habitada. Uma casa em inventário. Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.

É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto. A saudade mede a falta. O desprezo mede a ausência.

O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado. Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.

Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do voo.

O desprezo é um ódio morto. É quando o ódio não é mais correspondido.

Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro; é uma desistência. Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender. Supera a ideia de fim, é a abolição do início.

Não desejaria isso para nenhum homem. O desprezado é mais do que um fantasma. Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.

O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor. Não há como voltar .

(Eu diria que dói mais porque a gente não vê o outro morto, a gente se vê morto dentro do outro)

Publicado no jornal Zero Hora
Segundo Caderno, coluna quinzenal, p. 3, 07/03/2011
Porto Alegre (RS), Edição N° 16632

“O medo de amar é medo de ser livre…”(não fui eu quem disse foi Beto Guedes quem falou …)

Padrão
“O medo de amar é medo de ser livre…”(não fui eu quem disse foi Beto Guedes quem falou …)

O medo nos aprisiona. (alguma dúvida?) pois ele numa única idéia te conquista. Sim. Conquista. E a qualquer preço.
E inúmeras vezes nem amamos de verdade … (vai po r mim…. ou não…), só queremos provar para nós mesmos o quanto somos irresistíveis e irrecusáveis. ( o pior é que quase sempre conseguimos… eis a estagnação).
Você só reconhece no outro o que de fato habita dentro de você. Então você até pode controlar seus aspectos. Ou, então optar por não controlar o outro. Sabendo disso….. (poucos sabem) mas sim, os seus aspectos… e então…. estará apta a si mesma. E suas vicissitudes.

somos pássaros livres

 

O amor não morre. Ele se cansa muitas…

Padrão
O amor não morre. Ele se cansa muitas…

 

Pedro Bial:

 

“O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos. Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor ama. Quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas… o outro já sabe! Falta magia. Falta o inesperado. O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer.
Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos. Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido. Se você ama alguém, desperte o amor que dorme!

Vez ou outra, faça algo extraordinário. Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume…
Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida. Reconquiste! Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior. Mas… sabe de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena.”

Pois é fiquei aqui ruminando umas coisas, realmente é muito chato ser cobrado, ouvir sempre as reclamações do outro…. mas vamos combinar, existe alguém perfeito? E você? Qual o seu papel para mudar este estado de coisas? O que você se dispõe a fazer? Talvez estas “lamúrias e cobranças” apareçam conscientemente ou não como denúncia de que há algo em você que precisa mudar, ou melhor, algum passo, algum “enfrentamento”…. e sim, sempre vale a pena…. não nascemos para ser sozinhos. Reinvente a pessoa que vc diz amar, faça dela algo melhor do que tem sido. Bem, fácil escrever, dizer…. difícil viver….mas vem cá… porque algo muda de um dia para o outro? Não…. as coisas já vinham mudando ….prefiro crer que se transformam…. talvez até em gotas de chuva …talvez até haja um convite para dançar de t-shirt…

saudade

O que seria mesmo?

Padrão
O que seria mesmo?

Esse texto não é meu…. mas seria um um desrespeito negar esse brinde … trata-se de uma pesquisa feita em uma escola Americana sobre: Amor, significado e conceito. Na visão de mestres (crianças) de 4 a 8 anos de idade.

amorr

O Amor é… É um sentimento nobre e estranho. O amor está em toda parte. O amor com amor se paga. O amor é Deus, logo Deus é amor. O Amor não busca os próprios interesses. O amor não se cansa. O amor é expressão máxima de carinho e cuidado. Sei la… tenho algumas opiniões divergentes, mas enfim … vamos apreciar …

Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se ira, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

E segundo Lennon e McCartney: “It’s easy. All you need is love. All you need is love. All you need is love, love. Love is all you need.” O amor é tudo que você precisa.

De acordo com a pesquisa feita por educadores com crianças de 4 a 8 anos o amor é uma mistura de sentimentos e atitudes. O amor é o reflexo. E para você, o que é o amor?

amordois

amor3

 

 

 

amor4

 

 

amor5

 

 

 

amor6

 

 

amor8

 

 

amor9

 

amor10

 

amor11

amor12

 

amor13

 

amor14

amor15

Fonte: http://www.hypeness.com.br

 

DESAMORADOS

Padrão
DESAMORADOS

Alguns relacionamentos que podem ser chamados de tudo, menos de amorosos, pois são pincelados com as cores da violência – física e verbal -, de rancor, competição e castração. Se um dos parceiros anula-se, avilta-se, machuca-se, sofre, é hora de se separarem, urgentemente. E, embora a necessidade de sobrevivência clame pelo afastamento, muitas vezes a dependência doentia do outro nos impede de nos libertarmos daquilo que nos faz mal.

É inevitável: o ser humano foge à solidão a vida toda e visa à constituição de uma família, partindo à procura do amor de sua vida, de sua cara-metade, pois a maioria de nós não suporta encontrar-se acompanhada somente de si própria. A sociedade, por sua vez, cobra-nos um parceiro, um casamento, um filho, e por aí vai. Acuados, partimos em busca do amor, muitas vezes sem estarmos preparados emocionalmente.

Infelizmente, essa busca por um relacionamento pode se antecipar ao nosso amadurecimento pessoal, atropelando o fortalecimento de nossa personalidade e da resolução de nossas pendências sentimentais; ou seja, ainda vulneráveis e inseguros quanto a nossos próprios objetivos e desejos, entregamo-nos ao compartilhamento de vida com o outro. Como compartilhar incertezas e convicções frágeis? Ao darmos as mãos trêmulas, abrimos a guarda para que as certezas alheias – ainda que nocivas – instalem-se, passando por cima do que é nosso de maneira rápida e muitas vezes cruel.

Nessas situações, acabamos por deixar de lado o que temos aqui dentro, para abraçarmos o que o outro traz, uma vez que ele o traz com tanta certeza e propriedade, que aquilo nos convence facilmente. Tomamos como nossas as verdades do parceiro, anulando-nos em tudo o que nos define, tornando-nos dependentes e, cada vez mais inseguros – e quanto mais nos esvaziamos daquilo que é nosso, mais o outro se fortalece -, colocamos nossas vidas nas mãos de nosso amante, numa crescente anulação daquilo que costumávamos ser – de uma forma tímida e titubeante, que fosse, mas éramos! Com isso, o outro toma as rédeas de nossas vidas e sentimentos, controlando-nos, cerceando-nos, sufocando-nos.
Uma vez projetada nossa vida no nosso parceiro, fora de nós, passamos a não mais existir, passamos a depender de algo sobre o qual não temos controle.

Deixamos de lado o que somos, o que queremos, o que sonhamos, para ceder tão somente, mas isso machuca, violenta, diminui, dói fundo. Essa não existência em vida nos fragiliza a ponto de sermos obrigados a aceitar tudo aquilo que o outro tem a nos oferecer, mesmo que passando por cima de nossa dignidade. Somos violentados, ouvimos ofensas, suportamos olhares frios, gestos humilhantes, escapadas infiéis de quem justamente deveria nos completar, somar vida à nossa, numa equação equilibrada com saldo positivo.
Mas não; expostos em toda nossa vulnerabilidade, somos, afinal, vistos como seres sem vida, sem personalidade, sem verdades, sem nada, nada mais do que um vazio a ser preenchido como aprouver ao parceiro.

E não ousamos nos separar da aparente fonte de vida única que temos; falta-nos o ar sem a presença do outro, falta-nos dignidade suficiente para sabermos o que queremos e percebermos que aquela relação está nos matando aos poucos, a despeito dos aconselhamentos de familiares e amigos, dos machucados internos e/ou externos, da miséria estampada em nosso semblante, da tristeza que acorda e dorme conosco. Porque matar esse amor significaria tirar a própria vida, afinal, a essa altura, nós já somos o outro, o outro somente.

A libertação, nesses casos, é muito sofrida, pois já nos perdemos de nós mesmos, não sabemos quem somos ou onde estivemos todo esse tempo. Tomarmos uma decisão sozinhos então requer renascimento e reconstrução, fortalecimento e motivação, pois teremos de nos olhar no espelho e enxergar alguém que estava dormente e esquecido aqui dentro de nós. Teremos que voltar a existir por nós próprios, a andar com nossas próprias pernas, a escolher, a ouvir a nossa própria voz.

O reencontro consigo mesmo é tarefa árdua, sofrida, lenta, à medida que implica o enfrentamento de fantasmas adormecidos. Por isso mesmo, anular-se em favor do outro muitas vezes nos é conveniente, porque não é fácil termos a responsabilidade de decidir e escolher, encarando, nessa dinâmica, o pior de nós mesmos. Deixarmos o parceiro decidir e agir pode parecer cômodo de início, mas inevitavelmente pagaremos um alto preço por abrirmos mão de existir – acredite, não vale a pena.

Entregar-se sem se impor como uma pessoa que pensa, vive e sente, é como lançar-se de encontro à própria morte, ao esvaziamento de si, ao deixar de existir. Esse espaço vazio que nos tornamos será fatalmente preenchido pela tirania alheia. Antes de nos entregarmos, portanto, devemos estar prontos, seguros do que somos e queremos, pois amar nunca é uma via de mão única. Os relacionamentos amorosos necessitam de compartilhamento, troca, aceitação e renúncias de ambas as partes.

Se não trouxermos nada aos encontros da vida, para oferecermos como câmbio, estaremos fadados à dependência do outro e seremos obrigados a aceitar o prazer e a dor alheia em sua totalidade, na maioria das vezes em detrimento da nossa dignidade.

Entraremos, paulatinamente, em franca decadência emocional, o que nos deixará enfraquecidos e nulos, distantes de nossas verdades, achatados em nossa existência, tolhidos na busca pela felicidade. Libertar-se, nesses casos, será tão essencial quanto aparentemente impossível. Contudo – e felizmente -, é possível, sim; como tudo o mais nessa vida, dependerá principalmente de nós mesmos. Porque todos temos direito a um relacionamento que soma, acrescenta, acalenta e liberta. Porque todos temos o direito ao amor que cura. Sim ele existe e é corajoso, não vive em zonas de conforto.  Dialoga com o outro e não fala de sí mesmo apenas na ” internet”… ao contrário ele pede vida, contato, troca. 

pensamientos-d-desamor-con-imagenes

Das mensagens não visualizadas … (sinal vermelho)

Padrão
Das mensagens não visualizadas … (sinal vermelho)

Ignorando a mensagem….

Alguém disse, certa vez, ser a posse o túmulo do desejo e, assim, acertou em cheio. A maioria de nós anseia avidamente por algo até que o consiga, quando então aquilo tudo como que parece perder a graça, tendo automaticamente diminuída sua importância para nós.

Em seguida, logo voltamos nossos olhos a novos quereres, sempre tentando alcançar o que ainda não possuímos. Agimos assim com as coisas, agimos assim com as pessoas.
Esse comportamento é extremamente nocivo à nossa satisfação pessoal, pois tanto nos distancia do desfrutar prazeroso das conquistas obtidas e das pessoas que “amamos” , quanto nos impede de darmos valor ao que somos, ao que temos e a todos que já caminham conosco. A ambição, quando bem direcionada, é necessária, uma vez que nos motiva a não estacionarmos a energia de nossos sonhos. Contudo, focarmos exclusivamente nossas vidas em conquistas futuras acaba por ceder o terreno que sustenta tudo o que já se encontra conosco e já faz parte de nossa lida. (Então taí um alerta pra vc que um dia disse que ela era a mulher da sua vida)

ignorar
O perigo consiste, sobretudo, em negligenciarmos as pessoas que nos amam verdadeiramente e chegaram aonde estamos de mãos dadas conosco, apoiando-nos com cumplicidade e comprometimento sincero, ajudando-nos a suportar o peso dos reveses enfrentados – e que não foram poucos. Não devemos somente dar o melhor de nós enquanto tentamos conquistar quem amamos, sei la… alguém disse que se houver 30% de afinidade o resto a gente administra….
Não é porque conquistamos alguém que podemos nos tranquilizar e ignorar as suas necessidades, na certeza de que aquilo durará para sempre por si só, haja o que houver, e fim de cuidados, fim da atenção, fim do cativar. Nossos queridos precisam ser continuamente certificados de que nos importam, de que lhes somos gratos, de que os amamos, e isso não se consegue transmitir através de silêncio, desinteresse, tampouco de corpo presente sem alma, sem calor.

perdeu

 

É preciso cuidado constante se é isso é um saco pra mim findo … afinal… o mundo está cheio de pessoas interessantes….

 

conte
A sedução e a conquista devem permear cada etapa de desenvolvimento dos relacionamentos, de modo a que o outro nunca tenha que conviver com olhares desencontrados, passos descompassados, sonhos compartilhados no vazio, vozes perdidas e sem retorno.

Ninguém merece ser ignorado por quem lutou, por quem viveu de dentro, por quem amou verdadeiramente e de forma recíproca.
Ninguém deveria frustrar-se frente ao que se dedicou com inteireza, honestidade e doação transparente. Mensagens recebidas e não visualizadas…. que coisa mais infantil… para quem um dia chorou de amor ao telefone … volte 3 casas…

 
Não podemos, portanto, nos acomodar e deixar de entrelaçar as mãos com quem sempre esteve ali torcendo por nós, acreditando em nossos sonhos, amparando os nossos passos, enxugando nossas lágrimas e comemorando nossas vitórias.  O principezinho disse que seremos eternamente responsáveis por quem cativarmos, discordo, isso seria um peso, somos responsáveis por nós mesmos, e se outro não quer… que ao menos abra espaço para outras viagens…. pois, tal como as plantas, o amor que não é cultivado e regado, com dedicação e verdade, descolore, arrefece e morre. Simples assim. Penso aqui quão belo o epitáfio…rosa rose

Quase uma canção para quem não sabe amar …

Padrão
Quase uma canção para quem não sabe amar …

Na linguagem do poeta é duvidoso saber que alguém pode ser tão demente, porra louca, inconsequente e ainda amar, assim como na canção que rola solta pelas vielas do coração, se pode escutar que não é possível ser esperto, inteligente e ao mesmo tempo amar. Não vou negar, o amor tem dessas coisas.

Enfurece, engrandece e esquece. O amor é remédio para a alma. Faz qualquer um parar, deixar de lado suas mil e uma coisas inadiáveis, e respirar. Como o ato de respirar, amar exige uma troca e um repouso da loucura do que somos para contemplar o outro e nele, nos encontrarmos.

Quase como o desejo mútuo que sentimos por nós, buscamos no outro, por egoísmo ou narcisismo, um espaço que nos caiba. Mas amor não é tão simples como se pensa, nele cabe, o que não cabe na despensa. A linha traçada do amar e do querer é tortuosa e não está desenhada na mão e nem nos traços de ninguém. Muito menos nos lábios de quem se ama. O amor é uma cãibra. (coisas que li por ai)

Há quem diga que o amor pelo outro parte do amor que sentimos por nós. Há quem diga que não, yo nunca amaré a nadie! Há corajoso para tudo nesse mundo, inclusive para não amar. O amor é feito de paixões e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar.

Muitas vezes o medo de se machucar é maior do que o de amar. “O amor é um precipício, a gente se joga nele e torce para o chão nunca chegar”, diz o doce coração de Lisbela e olhe, que na ingenuidade de menina, ela se demonstra mais corajosa do que muita gente quando o assunto é se machucar.

Só é bom se doer, amigos. Amar é mais que entrega, é costurar no outro as paixões que sentimos, como o bordado e a artesã. Precisamos ser um pouco mais do que somos para fechar o olho esquerdo e acertar a linha no buraco da agulha.

Daí me vem um mas doido e me diz que amor só não basta… e não basta mesmo… porra … mas sinto lhe informar que ele desencadeia tudo o que pode bastar … mas pra isso o doido não pode se curar….

.

Arde, já dizia Camões. Mais próximo do amante do que o amor, só a boemia das noites em que o desejo pulsa mais do que qualquer pecado que tenha nome.

A peleja do amor e do desejo esbarra no egoísmo. É possível sim amar o outro sem se amar, mas porra … a gente ama mesmo é outro…. a gente tem é que se tratar … se cuidar …. e de quando em vez da pra dar um beijo no espelho sem se narcisar … todos os dias, em todos os pai nossos antes de dormir as pessoas amam e dizem que vão morrer de amor, como vi um flanelinha na semana passada gritando em meio aos carros: “Vou morrer de amor…!”.

O charme da vida está aí. Não se morre de amor. Morrem os amores e os amantes. Morre-se de dor de cotovelo, de dor dente e de dor de barriga. Mas de amor, só Romeu por Julieta.

Um diz que ama e e o outro diz que ama, então nasceu o mundo e depois disso não se ousa mais compreender quem é quem e o que é o que é.

Ninguém na verdade nunca conseguiu, nem o mais tenebroso Buk, que de tanta raiva escreveu que o amor é um cão dos diabos. O outro bateu a porta e foi embora, e a loucura continua lá, minha, sua, de nosotros.

Aí vem o menino dos cachinhos dourados dizer que somos eternamente responsável por aquilo que cativamos. Senta no bar e bebe a primeira dose príncipe. Quando somos nós quem batemos a porta, não queremos caber no ditado de Exúpery.

Tarefa mais difícil do que dizer eu te amo é dizer eu me amo. Todos os dias morrem de amor nos trópicos (ai de mim Copacabana!), diria o conselheiro Xico Sá.

As possibilidades de felicidade por mais egoístas que são, são verdadeiras, porque por mais vagabundo que seja o coração, Gal Costa, não podemos abraçar o mundo com as pernas (eu bem que tento).
Continuando nos versos do poeta, é preciso ver o amor como um abraço curto, para não sufocar. Sem ironias … a resposta pode ser doída …ou não. Insisto?

existo

Da vida … da morte …

Padrão
Da vida … da morte …

Da vida …. da morte…

A vida é inexplicável. Não a morte.
A morte tem uma razão, um laudo, um acontecimento real para que ocorra, ainda que inesperadamente. Uma explicação trágica ou simples, mas um fato concreto: velhice, acidente, doença, assassinato.
A vida não. Não há qualquer coerência na vida. Não há programação que se garanta cumprir. Na maior parte do tempo, vivemos sem explicações e sem garantias. Não há sequer uma motivação principal. Vive-se de amor, mas não só disso. Só o sucesso profissional não é suficiente. Mesmo os prazeres intelectuais ou físicos se cansam, esgotam-se.
A vida é surpreendente para o bem e para o mal. Uma montanha-russa sentimental. Mesmo na dor, conseguimos reinventar alegria. Quando andamos sem esperança, podemos rir de uma piada idiota até a barriga doer. Nos dias de desespero, encontrar um novo rumo. Tristes, ter a mente distraída pelo casal de namorados no ônibus ou pela conversa com a atendente no mercado. Cheios de problemas, ter a tristeza desarmada pelo carinho do cachorro de estimação ou pela risada do filho pequeno. Ou, no auge da felicidade, enfrentar uma tragédia, perder um grande amor ou conhecer o desencanto.
A vida é contínuo caminhar pelo desconhecido. Nós nos movemos apenas por instinto, pelo simples impulso de seguir-se em frente. Nem sempre arriscando novas experiências. Às vezes, apenas repetindo as rotinas que nos trazem segurança. Se pretendemos, por exemplo, que a alma sare, não fazemos qualquer movimento brusco. Mas, ainda assim, podemos surpreender-nos com interesses aguçados simplesmente por ler um livro, por ligar a TV, por navegar na internet ou por uma conversa com um estranho na rua ou na praia.
Seguimos na sequência conformados, às vezes até anestesiados, até que, sem percebermos, estamos sonhando relações, construindo casas, vivendo amores, fazendo escolhas por puro prazer de novo.

Percebo que a vida não é um conto de fadas onde o príncipe fará a princesa feliz para sempre, eu consegui, finalmente, entender que a vida a dois não é um mar de rosas e que a escuridão pode ser grande, e durante muito tempo, tudo que o casal terá.
Eu aprendi que cada ato meu trará uma consequência imprevisível e que nenhuma palavra que sair da minha boca conseguirá voltar a tempo de o outro não ouvir. A trama nos ensina que as palavras podem ser uteis, mas que nenhuma delas será capaz de amenizar a dor de algo que foi dito sem pensar. Uma história complicada, cheia de altos e baixos, onde o amor existe, mas que por alguma razão, não consegue ser aquilo que é pra ser. E nós não somos assim, complicados?! Somos uma mistura de querer e não querer mais, somos aquilo que muitas vezes julgamos nos outros, somos indecisos, queremos o tudo que o outro pode oferecer enquanto o nosso tudo fica guardado, esperando para um dia ser totalmente de alguém. Errantes incorrigíveis, erramos justamente no lugar que não podemos errar, no amor, na entrega.
E ainda assim quero seguir com você ….

vidamorte-e-flores.html

Sobre uma mente sem lembranças…. e sem brilho….

Padrão
Sobre  uma mente sem lembranças…. e sem brilho….

“Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar.” Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Joel Barish.

Um dia você acorda e se depara com uma carta, onde está escrito que alguém muito importante na sua vida decidiu esquecer você. Como você reagiria? Como aceitar que o outro, tão essencial a nossa vida, quer nos deixar? Como aceitar que o amor acabou e o ser amado quer ir embora, viver outro romance, seguir em frente? Pois bem, essa é a realidade apresentada no filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.

A temática do filme vem de encontro à forma como lidamos com os sentimentos, ou não lidamos. As relações humanas são cheias de complexidades, idas e vindas, perdas, reencontros, e muitas vezes preferimos evitar nos relacionarmos, a fim de não sofrer com todos esses problemas que inevitavelmente surgem em qualquer relação.

No entanto, ao evitarmos as dores que os relacionamentos podem trazer, automaticamente, também deixamos de viver maravilhas que só sentimos por meio do amor. E aqui o filme é brilhante, pois ao submeter-se ao procedimento que descarta todas as memórias que o ligam a sua amada, o protagonista do filme – Joel – percebe que ao descartar as memórias ruins, por consequência, descartará as boas. Logo, os melhores momentos que tivera também serão apagados da sua memória.

Desse modo, surge a problemática. Vale a pena manter as memórias de um amor, ainda que nelas existam dores e tristezas? É sabido que o excesso de memórias pode paralisar a vida de um indivíduo, assim como, o riso está diretamente ligado ao esquecimento. Para perdoar, sobretudo, nós mesmos, e seguir em frente, é necessário esquecer algumas coisas, pois o excesso de bagagem pode tornar a viagem por demais exaustiva.

Todavia, nem todas as memórias podem ser esquecidas, pois um homem sem memórias é um homem sem vida, sem personalidade, sem identidade. Além do que, como exposto no filme, algumas pessoas podem nos trazer memórias ruins, bem como, memórias maravilhosas, as quais podem ser um refúgio em dias tristes.

Não somos perfeitos, então, não existem relacionamentos perfeitos. Sempre haverá rusgas, brigas e decepções, mas o crescimento e o amadurecimento emocional dependem da forma como lidamos com esses amargores que sentimos ao longo da vida. Aliás, as experiências dolorosas servem como parâmetro para situações futuras. Ou seja, a forma como devemos nos portar, perceber quando algo for uma furada, ter mais paciência em determinados casos, saber medir as palavras e às vezes não medi-las.

Ao contrário da cultura contemporânea, a qual prega a “felicidade” o tempo inteiro, e cobra resultados imediatistas, inclusive nos relacionamentos, esquecem que todo relacionamento é um processo, e como todo processo, existem dificuldades. Amar alguém pressupõe esforço e o risco de se dar mal. Não se envolver por medo de se machucar, apenas impede que existam memórias que marcam tão lindamente a vida, como se fossem notas de uma melodia de Mozart.

Apagar alguém completamente da memória, pode fazer esquecer esse alguém, mas não impede que você se envolva em outro relacionamento e se machuque novamente. Cair faz parte da vida, o importante é qual aprendizado tiramos dessas situações dolorosas.
Quanto mais vivemos, mais descobrimos sobre a vida, sobre o ser humano, sobre a alegria e sobre a tristeza. Crescer é saber que indubitavelmente vamos deixando de ser inocentes e vamos enxergando a vida como ela é. Contudo, isso não impede que deixemos de sonhar e acreditar no amor.

Os esquecidos podem tirar melhor proveito dos seus equívocos, como diz Nietzsche, e é lembrado no filme, mas nada substitui a felicidade de memórias compartilhadas, guardadas em um lugar inacessível ao esquecimento e ao passar do tempo. Pois, lembrando Galeano – a memória não perde o que merece ser salvo.
Nos pensamentos de Joel, a sua amada – Clementine – conseguiu de alguma forma fazê-lo reencontrá-la. Não porque ela era perfeita, mas porque ele a amava de todo o seu coração e acreditava que apesar de todos os problemas que passariam, de todas as suas tristezas e fobias, estava disposto a trabalhar para que o amor deles desse certo, pois todas as dores compensam a dádiva de estar com a pessoa certa, exatamente onde se poderia estar e fazer do tempo apenas um contemplador de um amor inesquecível.

equivocos

Será? Pense você…. me diga você ….

Então… de tudo fico aqui ainda relefletindo… aos que me dizem “o amor não é tudo”…. entenda-se “o amor nada é”…. onde acreditar…. onde prosseguir…. se o que deveria “completar” o que “não é tudo” …. também não se desenvolve…. pois sem antes…. do amor ser tudo (e nesse quesito também concordo) para que haja alguma convivência… é preciso mais…… pois o amor não é um divã par pessoas mal resolvidas, mas vamos combinar….. que o resto sem ele não vem…. não evolui….
E por mais que doa…. o amor impulsiona …. ele sempre quer correr livre… como índios …. num tempo remoto …. “ sim todo amor é sagrado, e o fruto do trabalho é mais que sagrado meu amor” …