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Quase uma crônica …atrasada …

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Quase uma crônica …atrasada …

Estou sempre atrasada, não é?? eu atrasada

Atraso até quando você ta furioso com o carro na calçada me esperando no portão do prédio… (dificultando as pessoas passarem com seus guarda chuvas).

Como é possível, você sempre pontual e eu sempre atrasada. Me desculpe; foram inúmeras ligações, e-mails,  mas afinal são só 20 minutos não é?? Não perdemos o vôo, certo?
– Não, não perdemos o vôo…
Foram tantas viagens, tantos “chopps” com amigas ou não, tantas reuniões extra “office” , foram tantas mensagens não respondidas, emails calorosos descartados, “bons dias” não respondidos…me desculpe… Me desculpe o atraso; eu sei que não te dei a atenção merecida, não devolvi 1 décimo de seu afeto, não respondi a nenhum de seus sorrisos abertos, não depositei em seus lábios nenhum beijo que chegasse aos pés da doçura dos seus…
Me desculpe o atraso…eu não soube te olhar, eu não pude, ora, te olhar seria enxergar em você coisas minhas que você sabia e eu não queria ver… Sempre te falei isso, que amei você porque você era o que existia em mim e eu não via até te encontrar…Me desculpe o atraso…eu não pude te dizer o que você sabia que meu inconsciente queria, (você nem gosta de Freudismos) eu simplesmente não pude, eu era fraca, eu sou fraca, e você, oh Deus, como você é forte; você é uma muralha, e ainda assim consegue ser doce, delicado, amável…

Me desculpe o atraso, em te apoiar nos momentos dolorosos; nos momentos em que você mais precisou, e eu te feri com ciúmes tolos por consequências de um passado que é só seu e não me cabe…. ou melhor… me cabe te acolher…. te afagar… orientar… eu não estava ao seu lado, ou então, eu fugi…fugi por covardia, fugi por medo, fugi porque não saberia como apoiar, pirei e não inspirei afinal, um homem que é infinitamente mais forte do que eu.
Me desculpe o atraso, em não viver intensamente todos os momentos que vivemos, as viagens que fizemos, (perdi as fotos) as aventuras que compartilhamos, você é o parceiro perfeito para qualquer aventura e Pubs e eu idiotamente só percebi depois que não tinha mais uma co-piloto…Me desculpe por não termos ido a todos os lugares que planejamos, mas ainda iremos, me desculpe eu sempre ser o centro das atenções em nossas viagens; você sempre dava prioridade ao meu desejo, apesar de todo planejamento ter começado com você…me desculpe ter perdido a oportunidade de fotografar alguns dos sorrisos mais lindos que você estampou, desculpe não ter podido fotografar o seu “MUITO OBRIGADA por estarmos fazendo esta viagem juntos”, foi o muito obrigada mais lindo e sutil que meus ouvidos sequer ouviram e ouvirão… ( eu , você e uma garotinha by Rio) Embora para você… tenha pesado mais … algumas outras coisas… as suas coisas… não as minhas…

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Me desculpe o atraso em perceber que tudo em minha vida girava ao seu redor desde o momento que você nela entrou; nada mais era o mesmo, nada. Me desculpe levar tanto tempo para perceber que todas as minhas fugas, todas as minhas idas, todos os meus abandonos na realidade não eram abandonos de você, mas abandonos à mim mesmo.
Me desculpe eu ter levado tanto tempo para poder entender que seus olhos sempre refletiram os meus, e por isso a enorme dificuldade de focá-los; desculpe a demora em perceber sua sutileza, pois, era dela que eu havia desistido e havia escondido em mim mesmo; me desculpe achar-me fraca, covarde, afinal, somente depois de idas e vindas pude acordar e ver que minha fortaleza só permanece íntegra a seu lado, me desculpe por tantos anos me enganando, me engasgando, me sufocando, pelo medo e pela covardia em dizer:   EU TE AMO!!( mas pra vc isso não é absolutamente NADA, não muda nada, não resolve nada)
Me desculpe pelo atraso, ainda bem que nós não perdemos o vôo…
– Me desculpe pela espera, você me perdeu…
?

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Quase uma canção para quem não sabe amar …

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Quase uma canção para quem não sabe amar …

Na linguagem do poeta é duvidoso saber que alguém pode ser tão demente, porra louca, inconsequente e ainda amar, assim como na canção que rola solta pelas vielas do coração, se pode escutar que não é possível ser esperto, inteligente e ao mesmo tempo amar. Não vou negar, o amor tem dessas coisas.

Enfurece, engrandece e esquece. O amor é remédio para a alma. Faz qualquer um parar, deixar de lado suas mil e uma coisas inadiáveis, e respirar. Como o ato de respirar, amar exige uma troca e um repouso da loucura do que somos para contemplar o outro e nele, nos encontrarmos.

Quase como o desejo mútuo que sentimos por nós, buscamos no outro, por egoísmo ou narcisismo, um espaço que nos caiba. Mas amor não é tão simples como se pensa, nele cabe, o que não cabe na despensa. A linha traçada do amar e do querer é tortuosa e não está desenhada na mão e nem nos traços de ninguém. Muito menos nos lábios de quem se ama. O amor é uma cãibra. (coisas que li por ai)

Há quem diga que o amor pelo outro parte do amor que sentimos por nós. Há quem diga que não, yo nunca amaré a nadie! Há corajoso para tudo nesse mundo, inclusive para não amar. O amor é feito de paixões e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar.

Muitas vezes o medo de se machucar é maior do que o de amar. “O amor é um precipício, a gente se joga nele e torce para o chão nunca chegar”, diz o doce coração de Lisbela e olhe, que na ingenuidade de menina, ela se demonstra mais corajosa do que muita gente quando o assunto é se machucar.

Só é bom se doer, amigos. Amar é mais que entrega, é costurar no outro as paixões que sentimos, como o bordado e a artesã. Precisamos ser um pouco mais do que somos para fechar o olho esquerdo e acertar a linha no buraco da agulha.

Daí me vem um mas doido e me diz que amor só não basta… e não basta mesmo… porra … mas sinto lhe informar que ele desencadeia tudo o que pode bastar … mas pra isso o doido não pode se curar….

.

Arde, já dizia Camões. Mais próximo do amante do que o amor, só a boemia das noites em que o desejo pulsa mais do que qualquer pecado que tenha nome.

A peleja do amor e do desejo esbarra no egoísmo. É possível sim amar o outro sem se amar, mas porra … a gente ama mesmo é outro…. a gente tem é que se tratar … se cuidar …. e de quando em vez da pra dar um beijo no espelho sem se narcisar … todos os dias, em todos os pai nossos antes de dormir as pessoas amam e dizem que vão morrer de amor, como vi um flanelinha na semana passada gritando em meio aos carros: “Vou morrer de amor…!”.

O charme da vida está aí. Não se morre de amor. Morrem os amores e os amantes. Morre-se de dor de cotovelo, de dor dente e de dor de barriga. Mas de amor, só Romeu por Julieta.

Um diz que ama e e o outro diz que ama, então nasceu o mundo e depois disso não se ousa mais compreender quem é quem e o que é o que é.

Ninguém na verdade nunca conseguiu, nem o mais tenebroso Buk, que de tanta raiva escreveu que o amor é um cão dos diabos. O outro bateu a porta e foi embora, e a loucura continua lá, minha, sua, de nosotros.

Aí vem o menino dos cachinhos dourados dizer que somos eternamente responsável por aquilo que cativamos. Senta no bar e bebe a primeira dose príncipe. Quando somos nós quem batemos a porta, não queremos caber no ditado de Exúpery.

Tarefa mais difícil do que dizer eu te amo é dizer eu me amo. Todos os dias morrem de amor nos trópicos (ai de mim Copacabana!), diria o conselheiro Xico Sá.

As possibilidades de felicidade por mais egoístas que são, são verdadeiras, porque por mais vagabundo que seja o coração, Gal Costa, não podemos abraçar o mundo com as pernas (eu bem que tento).
Continuando nos versos do poeta, é preciso ver o amor como um abraço curto, para não sufocar. Sem ironias … a resposta pode ser doída …ou não. Insisto?

existo

Vamos falar sem orgulho ?!

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Vamos falar sem orgulho ?!

O orgulho foi, até pouco tempo atrás, ignorado até pela Psicologia, então, não se preocupe em quantas vezes você o engoliu a seco e em doses cavalares. Durante a maior parte de sua existência, o orgulho não era visto como uma emoção e, hoje, ele pode ter significados fortes e distintos em cada ser humano.

Orgulho dentro da língua portuguesa possui dois sentidos totalmente contrários um do outro: um faz referência à dignidade, ao respeito, enquanto o outro ao estado emocional desequilibrado que compromete toda uma imagem social. E é, no limite dessas definições, que o sentimento torna-se defensor ou agressor da alma humana.

Há quem considere o orgulho um ato de justiça para consigo mesmo, um reconhecimento, um mérito. Devendo existir com o único objetivo da autopromoção.

Nesse caso, o orgulho pode ser facilmente confundido com a vaidade e com a soberba. Fernando Pessoa, classifica esse tipo de sentimento como natural do homem: “[…] o orgulho é a consciência (certa ou errada) de nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência de nosso próprio mérito para os outros.

Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, por ser ambas as coisas vaidoso e orgulhoso, pode ser – pois tal é a natureza humana – vaidoso sem ser orgulhoso.” (Obra em prosa – Ideias estéticas da literatura/literatura europeia – Editora Aguilar, Rio de Janeiro, página 312).

Nesses casos, a vaidade caminha de mãos dadas com o orgulho, o casamento perfeito, já que um fortalece o outro: “muitos homens têm um orgulho que os leva a ocultar os seus combates e apenas a mostrarem-se vitoriosos” (Honoré de Balzac). Jane Austen, autora de “Orgulho e Preconceito”, afirmava que: “a vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. Sei lá.. não fui eu quem disse…

O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.” Por outro lado, há quem considere o orgulho uma defesa da própria alma, que permite ao homem a não se sujeitar a situações desgastantes. Entendem o orgulho como um sentimento bom e que não deve ser visto como pejorativo ou destruidor.

Admitem que o orgulho sucede de uma dor e que, indiferente da causa da mesma, o sentimento tenta neutralizar a dor causada por algo maior que ele. O orgulho nesse caso é visto como um sentimento nato de defesa. Não servindo apenas para sobreviver a perigos físicos, mas para prosperar em circunstâncias sociais complicadas, de maneiras nada óbvias.

Voltaire tinha um dos pensamentos mais completos do tema: “O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes em nunca falar de si.” O orgulho aqui, não tem relação nenhuma com os sentimentos inferioridade ou autodepreciação. É um senso de respeito por si próprio, no estilo “não sou melhor que você, mas não admito ser humilhado”.
O grande problema encontrado nesses casos é encontrar pessoas que estejam dispostas a entender isso.

Algumas pessoas costumam entender que orgulho é algo ruim, narcisista.

Eu pessoalmente confesso que é bem difícil o exercício de tal emoção…. e quando lidamos com alguém que está inflado dela…. putz… que vontade mandar ….. (…) enfim…. Tudo na vida é questão de se propor a aprender… com o que parece “bonito” e o não tão bonito em nós…. exercer a função de cada emoção (mesmo aquelas que pensamos serem horríveis em nós) é uma arte a ser manifestada …..
Em doses homeopáticas podemos comparar o amor e o orgulho similarmente a um remédio: na dose certa restabelece o equilíbrio emocional, em quantidades exageradas leva à loucura e, provavelmente, à morte.

Nem escritas …. nem enviadas …

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Nem escritas  …. nem enviadas …

Por todas as cartas que foram escritas mas nunca enviadas, por todos os sentimentos guardados que nunca foram revelados e por todo amor que nunca foi corajoso o bastante para seguir :

Tenho que lhe contar que me apaixonei de novo. Mas por favor não interprete essa frase como se eu tivesse deixado de pensar em você. Apenas saiba que optei por tentar acreditar em meus sonhos outra vez.

Sei bem que você irá olhar meu próximo amor e sentir ciúmes, não por eu ser perfeita, justamente pelo contrário, sabe bem dos meus erros, defeitos e imperfeições, mas sei que você olhará para ele e saberá que é o novo dono do meu coração, que terá sorte porque é meu o bom dia que ele recebe todas as manhãs, será das minhas brincadeiras que o sorriso dele virá fácil e rápido em uma tarde qualquer, você saberá muito bem que quando começar a chover forte, é para ele que ligarei por medo que a luz acabe. Você lembra como eu tenho medo do escuro. Mas deixou de importar …
Eu te peço, não me incrimine, me julgue ou tão pouco me crucifique por começar a gostar de alguém. Ao contrário do que muitos imaginam, eu sempre faço a opção de viver o presente, e nesse presente foi você quem optou por não ficar. Me cansei.

Gosto de pensar que ninguém entra em nossa vida por acaso, a verdade é que penso que os acasos são quem nos escolhe. O acaso sabe bem como cuidar da gente, mandou me você quando precisei de um abraço, mandou me outros quando precisei de atenção, quando foi necessário crescer em meio a escuridão. Talvez você não saiba, e eu nunca tenha te contado, mas o amor, querido, é um dom. Amar é para os fortes, para os corajosos.
Lembro me com clareza de cada pessoa que passou pela minha vida. E sabe de uma coisa? Ninguém se foi sem ao menos deixar um sorriso guardado aqui comigo. Por isso eu te digo meu bem, sou a junção da alegria com o amor e a esperança, pois cada um desses itens define a vida de quem acreditou em cada momento na sua devida singularidade, que deu as mãos sem medo do amanhã ou receio do ontem. E ainda assim você foi dono do meu amor … e como esperei que ficasse … que me abrisse a porta a cada volta exausta….

Por isso querido amor, eu te peço novamente, por favor, não me julgue quando eu começar a andar de mãos dados com um estranho na rua, eu apenas me dou a chance não de te esquecer, mas de reviver todos os sorrisos que foram perdidos ou esquecidos em uma esquina qualquer.

Querido, foi por um sopro da vida que o coração do meu pai deixou de bater, mas não será nem por uma ventania toda que o meu deixará de amar e acreditar em verdades utópicas.
Lembra daquela canção que tocou no rádio do seu carro? Pois é, ela é a definição do eco que existe agora no meu coração. E uau, como te amei… você foi e será o único que me teve inteira… porém por uma “desculpa” alimentada em ti mesmo…. decidiu não ficar …..
“ …Eu quero a sorte de um amor tranquilo… com sabor de fruta mordida …”

Essa carta não significa que deixei de te amar, significa que resolvi aproveitar todas as nossas lembranças e me cuidar. Me despeço de você, mas saiba que nunca te troquei, apenas fiz o que era do meu direito: Amei outra vez.

PS. Esse é um texto de absoluta ficção.

das cartas

Me dê a mão … esteja comigo em verdades inteiras…

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Me dê a mão … esteja comigo  em verdades inteiras…

Me dê a mão…. esteja comigo em verdades inteiras….

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Sim. Eu sobrevivi. Já me disseram que ninguém morre de amor. Mas creio que ficamos morimbundos um tempo. Caminhamos em passos tortos. Não sabemos o destino final. Não temos ponto de saída ou chegada. O ciclo precisa se completar. Tentar acelerar esse processo se envolvendo em paixonites agudas ou noites de sexo sem compromisso, não irá fazer com que a ferida se feche mais rápido.

No amor, às vezes é preciso se perder sozinho, pois somente assim se encontrará por inteiro. Pra que você possa amar alguém, seja inteiro e não metade. Não vou dizer que você demorou a aparecer.
Eu dizia pra mim mesmo que você devia estar por aí comprando seu jornal do sábado a tarde em alguma banca de revistas. Não quero que assine contrato ou algo parecido com termo de posse. Aprendi que amar é deixar voar. Amor não combina com egoísmo e prisão.

Saiba que não é preciso muito para me deixar feliz.
Esse teu olhar ja é uma tremenda e deliciosa perdição.

Foi me perdendo nele que me encontrei. Já que você bateu na minha porta, fique à vontade e deixe ela aberta pra quando quiser sair ou até mesmo ir embora. Te quero por livre e espontânea vontade, assim como desejo que fique se a recíproca for verdadeira.

vem comigo

Tem dias que sairemos juntos e te levarei no melhor restaurante da cidade, enquanto em outros vamos ficar esparramados e camuflados em meio às almofadas da sala de estar, arriscando uns amassos entre um filme e outro. Se resolver sair por trabalho antes me dê trabalho, me dê um beijo com sabor de primeiro encontro quando chegar.
É importante que nos apaixonemos todos os dias e nunca esqueçamos do que nos fez querer um ao outro. Se resolveu entrar na minha vida, deixe teu cheiro na cama se por acaso eu estiver de folga e você for trabalhar.

Quando for sair depois ou antes de mim, saiba que te sinto perto. Deixarei a porta sempre aberta pra quando voltar. Descobri a cor que você mais gosta e hoje mandei pintar nosso quarto com ela. (sim descobri) !!!!
Pra você que entrou na minha vida, te peço uma coisa. Se ficar, que fique bem. Que seja leve e sereno.

amor so nao basta

Amor que inspira calmaria e seja o conforto depois de um dia turbulento. Se ficar, que não vá por qualquer motivo. O erro da maioria das pessoas é banalizar sentimentos tão raros. Se alguém te olhar e achar você espetacular, que bom! Essa pessoa espetacular resolveu ficar… na minha vida. Não precisamos alterar status de relacionamento em rede social, usar hashtags exaltando felicidade, nem mesmo postar à cada lugar que vamos juntos.
Se entrar na minha vida, te peço apenas uma coisa. Me dê a mão e esteja comigo. De verdade. De corpo e alma.

Também mereço a sorte de um amor tranquilo….

PS.  Esta é uma obra de ficção

 

 

 

 

Mais uma da série: falar de amor ( mas agora chega)

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Mais uma da série: falar de amor ( mas agora chega)

Bem… acho que agora basta….. em breve volto com outros temas… to mesmo precisando amar em off … rs

Clarice Lispector:
“O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente…”

Nesse mundinho tão aparentemente oco, sustentado pela superficialidade e pelos relacionamentos banais, o amor surge como uma espécie de catarse… (gosto disso, e funciona)

Amamos, de acordo ao que profere Fernando Pessoa e com o qual concordo, a ideia representativa da pessoa com a qual mantemos ou pretendemos manter um vínculo amoroso. E o que representa essa pessoa nada mais é do que um conceito particular traduzido por um conjunto de qualidades às quais admiramos e com as quais nos identificamos, logo, desejamos que sejam compartilhadas conosco porque isso nos completa, nos faz mais feliz. Em suma, é a beleza que irradia do outro e que nos atrai tanto quanto um ímã a um objeto metálico.

Mas não confundamos essa beleza com o estereótipo de beleza física tão massivamente propagado pela mídia em geral. Não. Essa beleza é frívola, tem data de consumo pré-determinada pelo tempo, é produto perecível. Se cairmos na armadilha de amar tão somente a embalagem, correremos o risco de estarmos sempre à procura de um produto novo, trocaremos de marca, assim como trocamos de roupa.

Característica notória dos tempos atuais: todo mundo fica com todo mundo, mas ninguém fica com ninguém. Resultado: frustração, vazio interior, solidão… E aqui vale lembrar daquele velho clichê: Solidão não é estar sempre só, é estar rodeado de gente e sentir falta apenas de uma pessoa.

Eu por acaso tenho muitos homens em minha vida (filhos lindos) e até devaneio com um certo fantasma …. Ele sim, é uma pessoa um tanto mais estranha que eu, mas sua inteligência é sedutora, seu estilo vem mudando…. e sua essência nunca muda. As vezes me irrito muito com ele, odeio mesmo, por conseqüência me odeio também…. afinal…. um fantasma…. mas ele esta do meu lado nos momentos mais inoportunos, nas minhas feridas, nos meus mais largos risos, e sei La…. acho que quando ele está por perto eu me torno o melhor que posso ser.

Ele não me envia flores, não me liga 4 vezes ao dia (adoro isso), tem nuances machistas, mas é um fantasma descolado. Gosta da minha tatuagem, mas fantasmas também magoam, ferem, e um dia me feriu demais….por conta disso, eu insana e aprendendo com a dor, o feri mais ainda, não por vontade, mas aconteceu. E agora estamos nos reencontrando, numa esquina da vida, ou talvez seja mesmo a da morte, da morte de tudo que foi. Só não quero que se torne água morna, água morna só faz vomitar.Não troco sua presença por nenhuma outra, sinto falta dos seus olhos depois que fazíamos amor.

Mas é isso, não existe relação sem perdas, nem feridas a serem lambidas. Ainda que eu seja um tanto cética, cheiiiinha de defeitos, autoritária, termine as palavras antes das pessoas emitirem…. sei La…. escolhi essa sombra iluminada pra seguir comigo …

Mas cansei de falar de amor, ainda que por pura projeção, estou elaborando outros temas, talvez eu fale da Síndrome de Peter Pan, talvez eu fale do ódio que existe em todos nós e a gente sublima com outro nome… To quase como o tal anão, que de tanto ser venerado pela princesa, um dia disse á ela que estava de saco cheio, ela então usou seu lindo machado com glitter rosa bebê e quebrou o anão….. (peguei fábula de outrem), bem será mesmo que sempre destruímos quem amamos? Ou destruímos a parte projetada que não aceitamos em nós?

Diga você ….

…E mais uma do amor….

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…E mais uma do amor….

 

Eu nem queria falar do tema hoje…. mas…. já não sou EU quem escrevo … e essa parte de mim….

Sei La…. hoje estou meio às avessas ou à direita… não importa… deve ser esta minha nova fase de vida …. (um dia confesso) mas enfim…. busquei em algumas possibilidades um segundo repousado ouvindo Engenheiros do Hawaii … e estava absolutamente decidida a não falar de amor…. certa vez, entrei numa fase em que defendia o ódio, ele sim, movimentava e realizava coisas fantasticamente, quase fui queimada numa fogueira virtual… ou não…. mas apenas saí desta fase porque passando pelo céu foi fácil falar dela…. mas nesta época da vida passei um “tiquim” pelo inferno … e …o que me regatou foi o amor, o amor pelo outro, e o sentir-se amando o fazia….

Iniciei esse blog pois tive aqui em Londrina, um grupo : “Dependência Afetiva”… tive a honra de aprender e trocar com pessoas incríveis no qual apenas atuei como “terapeuta” e esse grupo me motivou um artigo, crescimento profissional e uma incrível experiência do amor. Uma pontinha de Lacan entra nessa questão… RS Mas enfim, o grupo se mantém, e os resultados o elevaram. Assim….. o mundo das palavras volta e meia me implora “amor” rsrsrsrsrs (Essa noite até sonhei com Deleuze) sim…. como se dissesse “há tanto do que falar” …. ah… mas…. enfim…. bora falar só um cadim mais….
Aqui falo de amor, e acredito nele enquanto agenciamentos….. encontros….. afetos possíveis…. devir…. só há amor enquanto agenciamentos de desejos e corpos, quando o outro desperta em ti tuas maiores potências e vice e versa….. esse é o amor que vale a pena. Os outros… ah… são os outros….rs

O amor para se desenvolver, precisaria estar no vácuo, em condições ideais. A sociedade mata qualquer possibilidade de um sentimento verdadeiro. A sociedade nos convida ao cinismo bem educado das relações convenientes. Obviamente, a maioria de nós adota este tipo de conduta de forma inconsciente, mecânica, como se fosse a melhor ou realmente a única coisa a se fazer. Enquanto associarmos o amor com instituições, procriação, aprovação social, estaremos condenados a viver relações medianas, para não dizer medíocres.

Dizem que as melhores pessoas são as que mais sofrem no amor. Faz sentido. Estas pessoas emprestam a sua generosidade e vontade de proporcionar felicidade para o outro como se tais características pertencessem a seu parceiro/parceira e não a ela/ele. Como diria Choderlos de Laclos, autor de “As relações perigosas”, “O encanto que supomos encontrar nos outros, só em nós existe; e é apenas o amor que tanto embeleza o objeto amado”.

“diria Lord Byron por meio do personagem Don Juan que “na sua primeira paixão, a mulher ama seu amante, em todas as outras ela só ama o amor.”
Quando amamos ou imaginamos amar deixamos de ser um estranho para nós mesmos e descobrimos todo nosso potencial destrutivo e revolucionário.

Para o cineasta espanhol Luis Buñuel, amor e revolta eram as palavras mais revolucionárias que existem. E quanto mais ingênuo, iludido e patético é o amor que sentimos ou desejamos sentir, mais nos revelamos , mais revelamos o que inconscientemente ou não escondemos de nós mesmos. Quando amamos, as máscaras caem e já não existem mais meias palavras. Somos o que somos.

Amar dói pois o amor, na prática, é o avesso do ideal. Amar dói porque o amor remete-nos a nossa própria solidão. É só quando desejamos estar plenamente com o outro que nos damos conta de que não estamos plenos em lugar nenhum. É somente quando desejamos possuir verdadeiramente o outro que percebemos que não possuímos nem a nós mesmos. É apenas quando temos medo de perder o outro que reconhecemos que, em muitos aspectos, somos nós que estamos perdidos.

Amar o outro é amar -se. Odiar o outro é odiar-se. Quem não conhece o ódio não conhece o amor. Quem sou eu em você e quem é você em mim?

Amar dói porque os momentos de amor são inapreensíveis. Amar dói porque os ideais não existem. Amar dói porque o outro vai ser sempre o outro, ou seja, o diferente. Amar dói porque o amor é incontrolável e imprevisível. Amar dói porque o amor é um deus cruel. Amar dói porque o amor é desejar tudo e encontrar, a cada desilusão, o próprio nada.

imagem final
E vamos combinar, sem essa balela de dizer quando algo acaba, um deles se vai… “Ah … ninguém perde o que nunca foi seu” …. ahhhh bora parar de hipocrisia … ok, a gente de fato nem “teve” o outro… pois outro é dele próprio…… um Ser único (ainda bem que não existem clones ) então o outro “se pertence” (embora alguns nem tenham essa noção) … mas a gente quando esta vivendo uma relação, vamos combinar, ela é “nossa” e é F**** perder isso sim !!!!! A gente pode ate dizer que o outro nunca foi nosso, mas putz, ele estava na relação e a relação era nossa… minha…. dele…. dele…. minha…. enfim… e isso a gente perde SIM, e era nosso SIM.

Pra fechar com umas palavrinhas do meu querido Deleuze:

“O desejo sempre foi, para mim, se procuro o termo abstrato que corresponde a desejo, diria: é construtivismo. Desejar é construir um agenciamento, construir um conjunto, conjunto de uma saia, de um raio de sol…”

Ou seja meus caros, tudo pode ser construído….. ainda …. mas há que haver rupturas….. rupturas….

“… Eu que falei: “nem pensar…”
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser …”
(E.H)